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Tassi Vale

Você já tentou “engolir o choro”, sufocar a raiva ou forçar a barra para não sentir medo diante de um desafio? Se a resposta for sim, nós temos uma verdade dura, mas libertadora para te contar: tentar controlar as suas emoções é absolutamente inútil.

No episódio #29 do nosso podcast Quem, eu?, recebemos o pesquisador em comportamento humano e neurociência, Márcio Harff, para desmistificar o que realmente é a tal da Inteligência Emocional.

Assista ao nosso bate-papo completo no vídeo abaixo ou continue a leitura para entender como lidar com o que você sente na prática:

A diferença entre Emoção e Sentimento

Antes de tentar “controlar” algo, você precisa entender o que está acontecendo no seu corpo.

A emoção é uma reação biológica e química automática do nosso corpo a um estímulo (externo ou interno). Imagine que você está andando e dá de cara com um tigre. Você não para e pensa: “Hum, esse tigre tem dentes afiados, acho que vou sentir medo”. O medo simplesmente acontece! A sua pupila dilata, o sangue vai para as pernas para você correr e o seu coração acelera. Isso é instinto de sobrevivência.

Já o sentimento acontece na fase dois: é quando essa reação química chega ao nível da sua consciência e você percebe o que está sentindo.

Por que não podemos controlar as emoções?

O ser humano adora ter o controle de tudo. Mas as emoções não têm botão de liga e desliga.

Se as emoções fossem controláveis, bastaria você dar um comando ao seu cérebro: “Fique com medo agora!” ou “Pare de ficar triste imediatamente!”. Se isso funcionasse, não existiriam transtornos como a depressão ou a ansiedade, certo?

Quando você tenta sufocar uma emoção e jogá-la para debaixo do tapete — exatamente como a personagem Alegria tenta fazer no filme Divertida Mente —, você gera consequências desastrosas. O estado constante de estresse e o acúmulo de emoções não processadas geram doenças e adoecem o corpo a longo prazo.

A Verdadeira Gestão Emocional

Se não podemos controlar e não devemos sufocar, o que nós fazemos? Nós fazemos a Gestão Emocional.

Como disse o psiquiatra Viktor Frankl: “Entre o estímulo e a resposta existe um espaço. E nesse espaço está a nossa verdadeira liberdade”. Ou seja, você não escolhe qual emoção vai sentir, mas você tem o poder de escolher o que vai fazer com ela.

Aqui estão 3 passos práticos para você gerenciar suas emoções no dia a dia:

1. Seja o Observador: Quando a emoção bater forte, dê um passo para trás mentalmente. Desidentifique-se. A raiva ou a tristeza são apenas mensageiros sinalizando algo. Olhe para a situação de fora e pergunte-se: “O que o meu corpo está querendo me dizer agora?”.

2. Pare de se rotular: Existe um perigo enorme quando nos identificamos com a emoção a ponto de dizer: “Eu SOU ansiosa” ou “Eu SOU estressado”. Você não é a sua emoção! Quando você assume esse rótulo como traço da sua personalidade, você desiste de gerenciar as suas reações e se torna refém delas.

3. Dê nome ao que você sente: Aumente o seu vocabulário emocional! Quando você traz a emoção para o nível da razão e dá um nome exato para ela (ex: frustração, pavor, receio, fúria), você pisa no freio da química emocional no seu cérebro. Quanto mais clareza você tem do que sente, mais fácil é se acalmar.

O Autoconhecimento como Bússola

O grande segredo para parar de brigar com as suas emoções é a autopercepção. É você trazer consciência para quem você é e para a forma única como você reage aos estímulos do mundo.

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Podcast “Quem, eu?” disponível nas plataformas:

Tem uma frase de Jung que diz: “o mundo vai te perguntar quem é você, e se você não souber, o mundo te dirá”.
Quando você não sabe quem você é, fica fácil acreditar em tudo que dizem sobre você.

Quem, eu? É um convite para você se questionar e explorar as infinitas novas possibilidades de ser.
Vamos juntos? Ouça na sua plataforma preferida:

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